Mesa Redonda 3

Formação Inicial e Continuada dos profissionais da educação e os desafios da escola no século XXI

Convidados

Moderadora:

Helena Costa Lopes de Freitas (UNICAMP) Lattes


Palestrante 1: Maria Beatriz Moreira Luce (UFRGS – Secretária da SEB/MEC)

A gestão da política de formação de professores na construção do Sistema Nacional de Educação

Análise da política de formação inicial e continuada de professores da educação básica no Brasil na perspectiva das metas e estratégias do Plano Nacional de Educação (2014-2024). O contexto da política: (a) dinâmica e desigualdades nas funções docentes, em termos de titulação e condições de trabalho, carreira e remuneração; e (b) a oferta de formação inicial e continuada de professores, suas características e tendências atuais. A gestão democrática da política de formação de professores na construção do Sistema Nacional de Educação: participação, regime de colaboração e padrão de qualidade para garantir o direito à educação.


Palestrante 2: Iria Brzezinski - PUC/Goiás

Sujeitos sociais coletivos e a regulação da formação inicial e continuada emergencial de professores: contradições versus conciliações

 Realizam-se análises conceituais e da práxis do Fórum Permanente de Apoio à Formação Docente articulador ou regulador de Planos Estratégicos de Formação inicial e Continuada de Professores em exercício nos sistemas públicos de ensino, sem formação superior. Consiste em recorte de pesquisa-matricial, nacional perquiridora de impactos do fomento e implantação pela Capes da Educação Básica do PARFOR (Decreto n. 6.755/2009) e as relações conflitantes ou conciliatórias entre os sujeitos sociais integrantes desse espaço plural e democrático ─ Forprof. 


Palestrante 3: Mônica Castagna Molina (UNB)

Direito à Educação, Formação de Educadores e Escolas do Campo: Tensões e contradições no processo de expansão dos cursos de Licenciatura em Educação do Campo

 

A partir das próprias lutas dos movimentos sociais, nestes quinze anos foram conquistadas políticas para garantir o direito à educação aos camponeses, incluindo uma política específica de formação de educadores, que se materializa no Programa de Apoio às Licenciaturas em Educação do Campo – PROCAMPO.

Este Programa passa por uma fase de relevante expansão, com a implementação de 42 cursos permanentes de Licenciatura em Educação do Campo, com a meta de formar 15 mil educadores do campo.  Porém, esta expansão também impõe uma série de desafios à manutenção dos princípios originais do Movimento da Educação do Campo. Haveria possibilidade de se considerar este território como espaço de acúmulo de forças para elevação da consciência das classes trabalhadoras do campo?  Quais as tensões e contradições que esta ampliação traz? Que contribuições à materialização da Educação como Direito Humano aportam as Licenciaturas em Educação do Campo?  Elas podem impactar, em alguma medida, as lutas contra o fechamento das Escolas do Campo? Quais as contribuições à teoria e prática pedagógica que trazem estes cursos de formação de educadores do campo? A partir da pesquisa realizada a partir do Observatório da Educação Superior/CAPES, titulada “Políticas da Expansão da Educação Superior no Brasil’ apresentaremos elementos de reflexão sobre questões acima colocadas.