Simpósio 4

Espaços e Territórios rurais: desafios para a qualidade da educação do campo

Simposistas:

Moderadora:

Moderador:  Lisete Regina Gomes Arelaro  (USP) Lattes 


Simposista 1: Arilson Favaretto – UFABC

A educação nos marcos das transformações do rural contemporâneo

Uma das principais caraterísticas das regiões rurais brasileiras neste início do século XXI é que, nem todos os que ali vivem, são ou serão agricultores. Esta mudança é decisiva para se pensar o ambiente educacional e as políticas públicas, de maneira a contribuir para que esta população possa participar da vida da comunidade e fortalecer o tecido social local. A exposição parte destas transformações demográficas e econômicas do Brasil interiorano para, a partir disso, analisar criticamente as concepções e projetos para a educação em áreas rurais. Ao final, são apontados alguns elementos necessários a uma nova geração de políticas e experiências educacionais em áreas rurais, bem como os bloqueios e as facilidades institucionais a que esta agenda se concretize.  


Simposista 2: Bernardo Mançano Fernandes – UNESP/Presidente Prudente

Educação do Campo e disputas territoriais

A Educação do Campo é um conjunto de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento das populações camponesas e tem se desafiado a construir experiências que possibilitem a superem os modelos convencionais. Esta postura tem fomentado disputas territoriais na elaboração de políticas de educação para o campo como os cursos de especialização de Residência Agrária, cursos de graduação e de pós-graduação. Apresentaremos as experiências da Universidade Estadual Paulista – UNESP com o curso especial de graduação em Geografia e o curso de pós-graduação em Geografia (Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe). A relação Educação e Desenvolvimento é a base para a compreensão das disputas territórios desde o plano imaterial, como conceitos, teorias e políticas ao plano material, na luta pela terra, pela reforma agrária, mercados e tecnologias.


Simposista 3: Edson Marcos de Anhaia –UFSC

Licenciatura em Educação do Campo: contribuições para pensar a qualidade da educação do campo.

Na década de 1990, surgem nos espaços e territórios rurais inúmeras experiências educacionais resultantes do processo de mobilização dos trabalhadores rurais, que se organizam em movimentos sociais para garantir as condições mínimas de sobrevivência ou para lutar por políticas públicas que pudessem viabilizar as condições de existências desses trabalhadores. Desse processo nasce a Educação do Campo e hoje uma das políticas  estruturantes a Licenciatura em Educação do Campo, que exigem especificidades do ponto de vista político pedagógico, operacional e logístico que fogem a lógica das Licenciaturas clássicas. Abordaremos na nossa fala os aspectos dessa política que dialogam com os territórios rurais e a qualidade da educação do campo, principalmente na formação de professores que atuam nos espaços do campo.